DESPERTAMENTO ESPIRITUAL - III

Os despertamentos dos séculos XVIII ao século XX distinguiram grandes pregadores evangelistas: Salomão Stoddard, pregador da igreja Holandesa Reformada. O segundo grande despertar ocorreu com Lyman Beecher e Nathaniel w. Taylor, além de Charles Grandson Finney - falecido em 1875. No século XIX multiplicaram evangelistas avivalistas por todas as partes do território norte-americano. Neste período nos últimos anos do século XIX apareceu o nome espetacular de Dwight L. Pvloody, e, na segunda metade do século XX surgiu William (Billy) F. Graham, o mais poderoso evangelista e reavivalista do século XX.
Como dizia, esses despertamentos destacaram famosos pregadores, dos quais citamos alguns. Contudo, o de que precisamos é a individualização de despertamento espiritual, desde que "cada um dará conta de si mesmo a Deus". A ação do povo de Deus precisa ser popularizada, sabendo-se que cada um é ministro de Deus. Você já imaginou esse tipo de despertamenío: Cada crente em Cristo, levando outro aos pés do mesmo Senhor? Seria um benefício espiritual e moral incalculável.
Mas só podemos pensar assim a partir de convicções fortes, leais, honestas, determinantes. Sem dúvida, entretanto, isso não se dá sem o ensino do Mestre. É a doutrina cristã verdadeira. Jesus convida; "Aprendei de mim". Relacionando o despertamento espiritual com Cristo, haverá submissão a Jesus pois é o Senhor; haverá obediência, sabendo-se que ele é Mestre; haverá dedicação, alegria em honrá-lo, porque Jesus é o Salvador. Cada coração sentirá desejo de ser "um vaso de bênção, um vaso escolhido por Deus" (Hino 305). Este é um sentimento de gratidão que deve inundar o ser da nova criatura.
Chegamos a um ponto, então, de indagar sobre como conseguir este despertamento espiritual que deve ser individual que vai passando de alma para alma. Isso dá qualidade às igrejas do Senhor por toda a parte. Não se trata de divulganizar o despertamento, mas torná-lo popular, cada membro de cada igreja local sentindo esta necessidade e viver por ela, fazendo disso um motivo de oração.
Neste sentido temos uma palavra na Escritura que nos aponta o método para conseguirmos este valor espiritual de que tanto necessitamos, individualmente, para termos uma igreja gloriosa e imaculada a serviço da expansão do Reino de Deus em nós e fora de nós. Eis a Escritura a que nos referimos: "E se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra" (II Crôn. 7: 14).
Este texto define quem pode e deve ser despertado espiritualmente: "O meu povo... que se chama pelo meu nome". Somente os verdadeiros filhos podem e devem ser despertados. Pela ação dos filhos fiéis os incrédulos serão levados à conversão mediante arrependimento e fé em Cristo.
Notamos que estes movimentos que destacavam pregadores, abalaram-nos com tremendos escândalos morais, porque certos ministros do evangelho copiavam os métodos e a baixa moralidade dos astros do cinema, de modo que algumas igrejas têm-se parecido mais com um palco de espetáculos do que com um palco de vida. Isto quebra a dignidade do evangelho. O lucro é mais da carnalidade do que da santidade e da espiritualidade. Por um evangelho dessa marca fica morta a esperança de vida eterna, e tudo mais se encaminha para esta filosofia de vida: "Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos".
O indïferentismo espiritual não glorifica a Deus. Este indiferentismo é míope; é pessimista, melancólico; não tem a visão com uma alta definição da fé pela qual os resultados da nossa operosidade são em favor da causa de Deus e não nossa.
O despertamento espirtual busca a glória de Deus, e nisto está a vitória do povo de Deus que inclui a igreja local.

Pr. José Alves da Silva Bittencourt