Adoração V

O Espírito Santo que regenera o pecador arrependido, ele mesmo guia o crente em toda a verdade. Ele guia o crente na adoração.

O poder para adorar provém do Espírito que dirige nossa adoração para o Senhor. O Espírito Santo nos ensina adorar, apreciar e a compreender o seu maior e melhor desempenho pela leitura da Bíblia.

Adorar não é primeiramente alguma coisa que é para ser exibida e liberada em um encontro, mas alguma coisa que devia crescer continuamente desde a alma do adorador. Um perfeito adorador de Deus não deve descartar a ação do Espírito Santo. Antes precisa permitir que o Espírito Santo ensine e guie de modo aceitável ao Pai e ao Filho.

É importante para o crente ter a consciência de que o Espírito o conduz à verdadeira adoração, e não só isso, mas também ele aponta a melhor maneira de o fazer.

1. A melhor maneira de adoração deve ser espiritual, isto é, em espírito. (Jo. 4:24). Adorá-lo em Espírito é o querer de Deus.

2. A adoração deve ser sincera; isto é, sem defeito, em verdade. Deus olha para o coração para ver se as palavras dos nossos lábios são verdadeiras, sinceras e genuínas expressões do mais profundo do nosso ser. A adoração verdadeira põe o homem em plena sintonia com o ser adorado.

3. Não é demais dizer que a adoração deve ser inteligente. Deus não se põe à mercê da ignorância. Ele deseja que tenhamos um conhecimento daquilo que a Bíblia ensina. Alguns tentam adorar a Deus por meio de genuflexões, abaixar a cabeça, recitar orações escritas ou decoradas, batendo palmas, levantando os braços, dançando, que, muitas vezes os adoradores mesmos não entendem a significação e nem o propósito.

Guiando-se pela igreja em seus programas de cultos nem sempre constitui necessariamente verdadeira adoração a Deus. Algumas mentes podem estar a quilômetros de distância, preparando refeições, lavando e passando, ensinando e negociando. Falta comunhão e sentimento da presença do Senhor a quem se deve adorar com temor e tremor.

Cada cristão genuíno está devidamente apercebido para ver que na adoração ele se apresenta a Deus por Jesus Cristo. Isto é tanto espiritual, sincero bem como inteligente.

Adoração na igreja local ou na privacidade pessoal é o exercício da comunhão que não é definido por regras. Podemos e devemos adorar em cada parte do culto: cantando, orando, pregando, ofertando, em ações de graças, dando o dízimo, e refletindo sobre o que se passa no culto.

O espírito de adoração não se aparta do genuíno crente, pois é parte dos hábitos da nova criatura que o Espírito regenerou.

O Senhor tem profundo desejo da adoração dos nossos corações. Contudo, é inegável, que muitas vezes o Senhor fica desapontado. A verdadeira adoração traz regozijo ao coração do Pai, encontrando os verdadeiros adoradores de Si mesmo.

O culto deve expressar a mais brilhante convicção do nosso alvo de adoração conforme lemos no Apocalipse: "Com grande voz diziam: "Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças" ( Apõe. 5: 12). De tal maneira devemos honrar o nosso Deus para que os amigos percebam o caráter, a natureza, a soberania e a dignidade do Deus que servimos com grande e irrestrito amor.

Pr. José Alves da Silva Bittencourt