Ao introduzir este assunto de extraordinária importância para o homem, quero me valer das definições que a gente lê ou ouve de alguém, e mesmo em sermões: (1) “A oração é falar com Deus”- Esta foi a resposta de um aluno da EBD, (2) O Dr. H.W. Frost, conforme o que li num artigo sobre o assunto, “oração é culto dirigido ao Pai, em nome de Cristo e no poder do Espírito Santo”, (3) Outro conceito é este: “Oração é a alma do homem falando com Deus, (4) O grande Rui Barbosa, dirigindo-se aos moços, em São Paulo, em 1922, diz que, “oração é o íntimo sublimar da alma com Deus”.
Não importa a definição que se dê para a oração; o que importa é saber que ela expressa a dependência que a criatura humana tem de se comunicar com Deus. Desta maneira, não há oração genuína que não seja dirigida ao Pai, a Deus, em nome de Jesus aquele que tem os méritos. É assim que o apóstolo Paulo ensina, escrevendo a Timóteo, seu filho na fé. “Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” ( I Tim. 2: 5). O valor do Mediador na oração está nos méritos, conforme o ensino do mesmo apóstolo: “O qual (mediador) se deu a si mesmo por preço de redenção por todos para servir de testemunho a seu tempo” (I Tim. 2: 6).
A oração deveria consistir de, no mínimo, quatro partes, ou melhor de quatro atos, a saber:
1 - Adoração - louvor e culto da alma a Deus na linguagem do Salmo 95: “Vinde, cantemos ao Senhor, cantemos com júbilo à Rocha da nossa salvação” (Sl. 95: 1) e reforça isso no verso 6: “Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou”(Sl. 95:6).
2 - Confissão – A lembrança e arrependimento de cada falta pecaminosa conhecida. Davi declara, no Salmo 32: “Bem – aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto” (Sl. 32:1). E no versículo cinco ele declara: “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu coração” (Sl. 32: 5).
3. Ações de graças – Aos Filipenses admoesta Paulo: “Não estejais inquietos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas, com ações de graças”(Filp. 4: 6).
4. Súplicas – São orações em forma de intercessões, pedidos e desejos conforme lemos em I Timóteo 2: 1: “Admoesto-te, pois, antes de tudo que se façam deprecações (petições), orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens”.
Nossas orações devem ser dirigidas a Deus, o Pai, conforme está posto nessa narrativa, em Atos dos Apóstolos, 12: 5: “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus” . Isto eles faziam em nome de Jesus Cristo; é o que depreendemos da leitura do evangelho de João, 14: 13: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho”, dentro do conhecimento revelado pelo Espírito Santo. Assim Paulo aos Efésios: “Orando em todo o tempo com toda oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança” (Ef. 6: 18).
Nenhum crente pode viver adequadamente sem o exercício da oração. É pela oração que o homem se comunica com Deus, a fonte da nossa vitalidade e poder de viver vitoriosamente. |