A Salvação - III Uma Reconciliação |
A reconciliação acusa uma separação entre o homem e Deus. Sabemos que o motivo dessa separação é o pecado, que por um homem entrou no mundo, mas pelo "segundo Adão" veio a reconciliação. Deste modo, nenhuma pessoa está predestinada a suportar as conseqüências dessa inimizade que conduz à perdição eterna. Na reconciliação está anunciada a disposição da ação de Deus, para que haja paz, se o homem aceitar as condições Divinas - arrependimento e fé. Isto feito, acabam os efeitos da hostilidade que havia entre o homem e Deus. O beneficiário desse ato da misericórdia de Deus é o homem que, pelo pecado, ficou alienado da Criador, provocando uma desordem moral no universo. Paulo declara que éramos inimigos. "Entretanto o Espírito Santo vem e ajuda o homem a entender que ele é instrumento dessa desordem por isso que "o Espírito convence o homem do pecado, da justiça e do juízo". Se o homem se arrepender e confiar em Jesus, então surge a amizade eterna do homem com Deus. Neste caso, a todo o crente sincero fica garantido o destino de Enoque, como diz a Escritura: "Enoque andou com Deus, e Deus para si o tomou". Ao crente é dado o privilégio de viver no gozo da amizade com Deus, o que interpreta bem o ensino do evangelho: A alienação para com Deus é morte, e a reconciliação, vida (Jo. 5: 24). A reconciliação envolve e desenvolve a mais salutar e calorosa experiência humana. O homem escapa do individualismo egoísta e irresponsável, para uma comunhão responsável e produtiva. Nesta situação ele se torna luz do mundo e sal da terra. Nesta amizade com Deus o homem corta sua amizade com o mundo, porque não se pode servir a dois senhores. Com a atitude de ser amigo de Deus ele desperta a inimizade do mundo alienado de Deus. Isto traz sofrimento e aflições várias. Jesus, então, diz: "Tende bom ânimo, eu venci o mundo". Para o nosso conforto ele diz: "Eis que eu estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos". O contexto da grande passagem sobre a reconciliação em II Coríntios 5 demonstra que o apóstolo Paulo considerava a reconciliação com base na ressurreição de Cristo. Col. 1, Ef. 2 foram redigidos em termos que não deixam dúvida no tocante à intimidade da conexão entre o propósito de Deus e a cruz de Cristo como o único meio de sua escolha para efetuar a reconciliação. A nós que "éramos inimigos" ele nos deu o ministério da reconciliação, como está escrito: "Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação"(ll Co. 5: 19) e isto fazemos pelo testemunho vital e persuasivo no trabalho da evangelização, sabendo-se que a reconciliação é para todos os que crêem em Jesus como seu único e suficiente Salvador eterno. |
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |