Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças". Marcos 12:30
É importante registrarmos que esta série de estudos sobre mordomia não implica em recomeçarmos do marco zero, como se nada tivesse sido feito anteriormente em termos de exercício da mordomia, análises, de equacionamento dos problemas teóricos e práticos da nossa igreja. Fizemos. Mas é momento de relembrarmos, revermos comportamentos e, corrigir onde necessário.
Mordomia é o ofício ou a ocupação do mordomo. Mordomo é servo, ecônomo, administrador. Mordomia é a função de administrar bens de outros. Há na vida cristã essa atividade que recebe o nome de mordomia cristã e que coloca o crente como administrador, visto que tudo pertence a DEUS.
Mordomia dos bens - Tudo quanto possuímos, a rigor, não nos pertence, mas ao Senhor. A mordomia dos bens ensina que tudo quanto temos deve ser consagrado a Deus para o louvor do Seu nome. Os bens que administramos devem ser usados responsavelmente para o nosso sustento de maneira digna. Mas também devemos dividir o mínimo de que dispomos com outras pessoas. Segundo JESUS, a oferta da viúva pobre foi maior que a de todos os demais. Ele não olha para o exterior, mas para o coração. Se administramos os recursos da igreja, esta responsabilidade é ainda muito maior, pois nosso Senhor é onipresente, onisciente, sábio e teremos, um dia, que prestar conta de todos os nossos atos.
Ganhar pouco não é desculpa perante Cristo para a não entrega dos dízimos. Deus, na Sua justiça, estabeleceu um padrão em que todos podem participar da mesma forma. Não há quem entregue mais ou menos dízimo porque dízimo é dízimo.
Ser fiel é prova do amor para com a obra de Deus; é uma prova da confiança de que Ele está vendo a nossa dedicação para o sustento do Seu reino e que então cuidará de nós. É motivo de alegria poder participar da expansão do reino de Deus porque estamos cumprindo o que Ele estabeleceu e o que Seu Filho ensinou e determinou.
Um bom mordomo é, invariavelmente, um administrador eficaz, independente do volume do que administra. Ele está o tempo todo analisando possibilidade de escassez e, diante de cada situação, elege preferências, alceando recursos, fazendo escolhas. Quando faz isso, ele é um bom mordomo - mesmo que não tenha muita consciência de que é. Ao considerar mordomia sob a ótica do comportamento, nós nos aproximamos da vida prática e é importante lembrar: mordomia não é só de bens ou de dinheiro. É de tempo, de talento, de saúde etc. Situações cotidianas com as quais temos que lidar - todos nós. Quando elegemos uma coisa e abrimos mão de outra, há um custo de oportunidade, que é o valor daquilo que estamos deixando de fazer. O progresso do reino de Deus depende de nossas atitudes como mordomos. Podemos fazê-lo prosperar, estagnar ou definhar.
Somos, basicamente, o que vivenciamos até hoje. Cada um de nós aprendeu em maior ou menor grau conforme nossa capacidade de assimilar e aplicar. Soma-se a isso a atuação do Espírito Santo na vida de cada um, conforme a entrega ao serviço e à orientação de Deus. Devemos usar tudo que Deus nos deu para a Sua glória. Este é o conceito de dízimos e bens de nossas igrejas e nossa atitude deve ser de louvor a Deus por cada dia que vivemos.
Adiel Paes Louzada |