Panorama dos Evangelhos IX

O Evangelho de João

Agora a visão panorâmica do Evangelho de João que temos para dar é o sofrimento e morte de Cristo. Esta visão pode ser obtida pela leitura dos capítulos 18 e 19. No capítulo 16:28 Jesus faz esta declaração: "Vim do Pai para o mundo; outra vez deixo o mundo e vou para o Pai". Nos capítulos citados acima o Cordeiro de Deus é imolado em nosso lugar, e de todos aqueles que nele crêem.

Estes capítulos envolvem o tempo de Jesus no Getsêmani, onde Judas perpetrou sua traição ao Mestre e consequente prisão do nosso Senhor. É ali que o afoito Pedro fere Malco, servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. Jesus é levado à presença do sumo sacerdote. À sombra de um condiscípulo, entrou no pátio e dali para dentro da sala de Caifás, o sumo sacerdote, onde na oportunidade de dar bom testemunho do Mestre - amigo e Senhor, negou-o por três vezes, "e no mesmo instante o galo cantou. Depois disso Jesus é levado a Pilatos e termina dizendo aos judeus: "E não acho nele crime algum". O capítulo 18 termina com a exposição de Jesus sendo condenado e Barrabás é escolhido para ser solto. "Barrabás era um salteador".

E, depois disso, fica assim: Jesus é coroado com uma coroa de espinhos. Há um esforço final por parte de Pilatos para soltar Jesus. Sem resultado, Jesus é crucificado. Seguem então os acontecimentos decorrentes da sua morte: Jesus é sepultado. Era chegada a hora de Cristo dar a sua vida em resgate de muitos.

Todos os discípulos, exceto João, desertaram, deixando Jesus num momento de maior necessidade. Onde está Natanael em quem não há dolo, e André? Você está seguindo a Jesus de perto? Cristo pode contar com você? A tribo de Judas Iscariotes ainda não morreu. A tribo dos negadores ainda convive conosco. O clã dos nove fugitivos ainda opera, e ainda o grupo do fiel João permanece uns poucos, mas determinado em servir à Causa do Mestre. O fato é que o homem odiou tanto que condenou Cristo à morte e Deus amou tanto que deu a Vida aos homens.
"Está consumado". Nossa religião está baseada no que Cristo já fez. Ele já terminou a obra da redenção, não deixou para o homem fazer senão crer no que Cristo fez perfeito.

A salvação é preciosa. Cristo morreu por nossos pecados (l Cor. 15: 3). Isto lhe custou a vida. Ele pagou o preço da redenção.

Na leitura destes capítulos o leitor encontra os dizeres que desejamos destacar. João18: 5 seus inimigos o procuravam; então ele perguntou: "a quem procurais?" "A Jesus, o Nazareno". Jesus lhes disse: "Sou eu". Aí estava o homem absoluto. O mesmo que disse: "Quem vê a mim, vê o Pai". O Jesus de Nazaré era o Cristo Divino, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós". Eis aí o Deus absoluto. Plenamente homem e plenamente Divino.

"O meu reino não é deste mundo". O espiritual eterno é sobre o material e passageiro. Ele é o nosso Rei. Ele nos regenerou pelo Espírito Santo para reinarmos com ele eternamente. (João 18: 36).

"Está consumado" Τετέλεσται. (João 19: 30). O homem pecou e a pena desta transgressão é a morte. O propósito de Deus não é matar, mas dar vida. Na figura do Cordeiro de Deus, Jesus veio para morrer em nosso lugar e assim produzir a justiça Divina. "A alma que pecar, esta morrerá". (Ez. 18: 20). Com sua morte os crentes nele tem a redenção, a justificação, o perdão, a santificação e a glorificação. Está consumado! O Deus eterno e todo poderoso já fez tudo o que estava para ser feito de modo perfeito. Ao homem pecador resta glorificar a obra de Deus em Cristo, crendo nele, aceitando-o como seu único eterno e suficiente Salvador.

Pr. José Alves da Silva Bittencourt