A SEGURANÇA DA SALVAÇÃO - V - último |
Estamos chegando ao fim da nossa reflexão sobre a segurança de salvação que, sem dúvida, o verdadeiro crente acalenta em seu coração, e, conseqüentemente, em seus pensamentos e atitudes. Este sentimento de segurança quanto à existência eterna muda para melhor o estilo de vida de qualquer pessoa. Só o crente em Jesus tem a posse dessa segurança, e vive feliz, sentindo que sua fé em Jesus não foi em vão. A Escritura Sagrada afirma: “Sem fé, é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Heb. 11:6). Conforme observamos, no estudo anterior, há obstáculos à segurança de salvação. Um deles é a falta de confiança no que a Palavra de Deus ensina. Se uma pessoa é verdadeiramente salva deve rogar ao Senhor que aumente a sua fé, para que tenha cada vez mais nítida em sua consciência essa segurança pelo apego ao estudo da Palavra de Deus. O trabalho do Espírito Santo é iluminar o leitor da Palavra do Senhor, e com este auxílio o leitor conheça melhor o que a Bíblia diz. É nela que encontramos a revelação da vontade de Deus para as nossas vidas. Outro obstáculo é a indiferença espiritual; contudo, não falta exortação na Palavra de Deus, como diz Paulo: “ Desperta, tu que dormes, e levanta-te de entre os mortos e Cristo te esclarecerá”. ( Ef. 5: 14). Desobediência ao mandamento do Senhor é um fator de destaque no esfriamento do crente em relação às coisas espirituais e à alegria da salvação. O mundanismo faz reinar a indiferença na mente, nos sentimentos, nas emoções e nos desejos procedentes de Deus na nova criatura. O apóstolo João adverte: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I Jo. 1:9). É injusto dar pouca ou nenhuma importância ao que Cristo conquistou para nós com seu próprio sangue, isto é, o perdão dos pecados para dar-nos salvação. A falta de maior dedicação e obediência ao que o Espírito ensina, empana o brilho dessa segurança que pertence ao salvo. Aprendemos que não podemos servir a dois senhores e somos servos daquele a quem nos dedicamos. Ao inimigo comum das nossas almas não interessa que tenhamos cada vez mais nítida a segurança da salvação com plena convicção de fé. Um grande embaraço à segurança da salvação, por incrível que pareça, é a ênfase equivocada e demasiada a certas doutrinas como a doutrina da predestinação, da eleição, da misericórdia sem atentar para a justiça Divina e o livre arbítrio. Temos de entender que não há salvação sem fé no que Deus operou por nós em Jesus – sua vinda, seus ensinos, sua morte, sua ressurreição e sua intercessão. Assim, ninguém é salvo por decreto. O homem precisa aceitar a salvação que Deus a todos oferece em Cristo. Sem essas duas vontades – a de Deus e a do homem, não há salvação. Todos estão predestinados para a salvação, mas sob a condição da livre aceitação dela pelo pecador crente e arrependido. Uma coisa é plenamente certa, a segurança da salvação faz o crente muito mais forte em seus sentimentos e realizações. É bom lembrar que segurança de salvação não é presunção ou orgulho, é tão somente confiança na Palavra de Deus. Para dizer: Eu sei que estou salvo requer humildade, pois ela só pode ser produzida pela graça e misericórdia. Cada crente pode dizer com plena convicção: Ele me salvou; ele me guarda; Ele me conduz para o céu. O apóstolo Paulo constitui um exemplo dessa segurança de salvação, ao escrever: “Eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito, até àquele dia” (II Tim. 1: 12). Deus seja louvado, por nossas atitudes, palavras e ações. |
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |