É indiscutível que o crente em Jesus é chamado santo, isto é, separado. A obra regeneradora do Espírito fez dele uma pessoa diferente por sua nova natureza. Era morto, segundo Deus, e agora vive; era criatura de Deus e agora é classificado como filho de Deus, não pelo poder da carne, ou da vontade do varão, mas nascido de Deus. O incrédulo é alguém que existe sem Deus no mundo, mas o genuíno crente é habitação de Deus pelo Espírito Santo; o destino do incrédulo é o inferno, lugar de sofrimento eterno, mas o destino do crente em Jesus é o céu de luz, o reino eterno com Cristo. Para tanto, Cristo lhe prometeu ir preparar lugar e a comunhão eterna com o seu amado Salvador. Podemos dizer, então, que o crente é essencialmente diferente do não crente.
Isto é uma enorme responsabilidade, mas uma admirável realidade. Depois do arrependimento e fé em Cristo e este batiza o crente no Espírito que o regenera; daí para frente o crente é eternamente diferente do não crente, porque crente não deixa de ser filho de Deus, visto que ele não peca, não pode pecar o pecado da rejeição de Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador.
A vida do crente é inclinada para o bem e a dar frutos para a glória e honra de Deus e de seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. Certamente não é antinatural o tomateiro produzir tomates. E ninguém em são juízo vai procurar goiaba num cacho de bananas.
Grande auxílio para o entendimento do assunto da separação são as Escrituras. O apóstolo Paulo escreve aos Romanos 12:2, assim: "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus". Esta exortação expressa a pura vontade de Deus". Feliz é aquele que obedece ao que está revelada na Escritura.
Tiago adverte: "Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tiago 4: 4).
Os crentes somos diferentes, separados na natureza e nos ideais. O escritor aos Hebreus ressalta essa santa diferença assim: "Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra". (Heb. 11:13). De fato, não somos deste mundo.
O mesmo escritor dá-nos este exemplo de Moisés que "escolheu antes ser maltratado como povo de Deus do que por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito: porque tinha em vista a recompensa (Heb. 11:25). O crente é mesmo diferente e separado, porque o incrédulo teria optado pelo poder do reino e os prazeres da casa real. Foi exatamente o que fez Demas: "Porque Demas me desamparou, amando o presente século" (II Tess. 4: 10).
O Senhor com quem temos constante comunhão nos fez diferentes e quer que sejamos diferentes, como está escrito: "Pelo que sal do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei". (II Cor. 6:17).
Se somos diferentes em tudo, a ninguém julguemos com extrema dureza de palavras e sentimentos. Que nenhuma raiz de amargura domine o nosso estilo de vida. Mas também não precisamos marcar essa separação com ares de superioridade. Que essa separação se faça com mansidão. Lembremos bem que esta separação é dupla: (1) Separação do pecado, e (2) para Deus. |