| Aos Hebreus - VII |
Não faltou a este tratado a exortação bastante para conduzir o povo à santidade, formulando preceitos vários. Os cristãos têm deveres. Os sãos na fé têm o dever de andar com toda correção de modo que estimule os mais fracos. Todos precisam ter o exemplo dos fiéis, e todos devem alcançar a excelência do cristão dedicado. Isto não se faz antes que se entregue o coração a Deus. É daí que procedem as saídas da vida. Todo cristão precisa acalentar os mais nobres propósitos. Urn deles é a paz. Não se trata de uma acomodação como aquele que não quer ser molestado por coisa alguma. A busca do bem-estar exige luta. Aquele que é a nossa paz - Jesus Cristo - lutou em extremo. Se ele se acomodasse no seu próprio bern-estar, não gozaríamos a paz perfeita e eficaz que temos. Se alguém não segue a paz, não verá o Senhor. Antes que este nobre estado de espírito seja perturbado, contaminado com alguma "raiz de amargura". A condição para esta fuga do mal é o apego à graça de Deus, e a condição suprema para que esta espécie de paz seja nosso propósito é persegui-la, pois é produto de esforço mental e espiritual; a coroa e condição suprema para ter e exercer a paz é a obediência a Deus. A santidade, palavra da mesma raiz de santo sempre indica o ser diferente e ser separado. Não importa o mundo iníquo. O crente não deve estar bem com o mundo, mas com Deus;"Mais importa servir a Deus do que aos homens". Este é o propósito do crente fiel. A santidade é expressa em nossa comunhão com Deus. O autor mostra perigos que ameaçam a vida cristã saudável. Um deles é não ter a abundância da graça de Deus. Isto envolve a indiferença, a inconsciência, perder a oportunidade que a graça lhe oferece. Porque "a obra de cada um se manifestará, na verdade, o dia a declarará". Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento "Ó tal será salvo sem galardão, um rei sem coroa". Então não terá o que lançar diante do trono do Rei dos Reis com adoração gloriosa. (Ap. 4:10 e 11). "Uma raiz de amargura" é uma sentença formulada em Deut. 29:18 nestes termos: "Que não haja entre vós homem, nem mulher, nem família, nem tribo, cujo coração hoje se desvie do Senhor nosso Deus;.., para que entre vós não haja raiz que dê fel e abismo". Isto lá aconteceu pelas abominações e os ídolos aos quais serviam. É preciso estar alerta contra a queda na imoralidade e impiedade. Urn ímpio é marcado pela ausência de Deus ou qualquer interesse nele. O Senhor não tem lugar em seus pensamentos, intenções, prazeres, normas e estilo de vida. O livro aos Hebreus dá o exemplo de Esaú e Jacó. Aquele vendeu sua primogenitura por um prato de lentilhas. De fato, não perdeu a vida, mas nunca mais readquiriu o direito de primogenitura, ainda que o quisesse e buscasse (v( 17). Seu desejo de arrependimento, de mudança de mente veio demasiado tarde. Nunca o cristão deve se permitir abandonar o pautar a sua vida pelos princípios da fé cristã. Hebreus 12: 12-17 Sua responsabilidade é como urna corda de triplo dever: l Nossos deveres para com nós mesmos; (Heb. 12:13,15); U - Nossos deveres para com os nossos irmãos (vs. 14,15); III -Nossos deveres para com o nosso Deus. Temos uma carreira a correr; em relação aos irmãos de fé, devemos seguir a paz com todos, termos o cuidado fraternal para com todos; nosso dever para com o nosso Deus envolve tranquilidade sem sensualismo, nem seremos profanos que significa mundanos, sem apreciação do que é espiritual. Primeiro é o Reino de Deus. Não ternos de dispor do melhor e mais excelente em troca do secular, comum, mundano e passageiro, que passa com a vida, sem retorno, mesmo que chorando, queiramos retomar às oportunidades postergadas. Que a Divina graça nos preserve de cultivar o caráter de que estas palavras são uma adequada epítome - "Aqui jaz uma pessoa, profana, que por uma porção de comida vendeu seu próprio direito de primogenitura". Pr. José Alves da Silva Bittencourt |