Beba com moderação III |
Indubitavelmente o vício escraviza. Pitágoras estava cheio de razão quando disse: "Nenhum homem é livre se não sabe dominar-se". Um nobre exemplo a seguir é o de Daniel. Em seu coração o jovem Daniel propôs que não se corromperia com a porção, com a comida do rei, nem com o vinho que ele bebia. (Dan. 1.8-20). Deus honrou Daniel tremendamente e em um teste de 10 (dez) dias, não só Daniel, mas também Ananias, Misael e Asarias passaram com nota dez com louvor. Receberam as mais altas posições no reino; eles eram abstinentes. Deus honrou aqueles que lhe obedeceram implicitamente. Daniel foi forte física, moral e espiritualmente. Mas como foi que Daniel conseguiu alcançar essa extraordinária força? Pensando bem, a gente pode perceber quatro razões para serem tão elogiados: 1. Por um propósito - Determinação - Dan. 1.8. Daniel propôs em seu coração abster-se; 2. Pela Oração - Dan. 6.10; O Profeta ora diligentemente pela vitória sobre o que estava sendo ameaçado; 3. Por autocoordenacão - Ele podia ter vivido como um rei com o uso e abuso das iguarias reais que o teriam deixado gordo, preguiçoso e com uma mente dura e improdutiva; 4. Pela Devoção - Ele se manteve em comunhão com Deus pela constante meditação e obediência, ao Senhor de sua vida. Há sempre uma recompensa para os que temem ao Senhor e obedecem a ele de todo o coração. A bebida forte entorpece a mente, então a bênção de Deus para o abstinente é o oposto à maldição que a bebida forte oferecia pois passaram no teste que o rei lhes fez. Diz o texto sagrado: "Em toda matéria de sabedoria, sobre o que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou astrólogos que havia em todo o seu reino" (Dan. 1.8). Como pudemos ver um gosto leva a outro, um copo leva a outro, a única segurança, procede da instrução e exortação das Escrituras que leva o leitor atento a concluir que o certo é a completa abstinência sempre, sob quaisquer circunstâncias. O gosto pela bebida forte é facilmente desenvolvido, mas a quebra desse vicioso hábito é uma tarefa superior à maior parte dos homens e somente é bem sucedida pelo poder e bondade de Deus. A tolerância com a bebida forte é um erro: 1. Porque conduz a outros pecados - Deut. 21.18,20 (Desobediência, desrespeito, obstinação). 2. Ajuda na destruição dos lares. Deut. 21.18-21. 3. Conduz da simples aparência do mal à crônica embriagues. 4. Traz severo julgamento - Deut. 21.21. 5. Porque resulta em condenação fatal - Deut. 21.18-21. Uma pessoa assim desobediente é julgada e apedrejada até a morte. 6. Porque está ligado â bebedeira e à dissolução da carne. 7. Porque a bebida forte conduz à pobreza - Prov. 23.21. Eventualmente, se não imediatamente. 8. Porque aquele que dela faz uso erra o caminho para o Reino de Deus (l Cor. 6.9,10). "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? "E mais diz o texto: "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem OS BÊBADOS, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus" (v. 10) (o grifo é nosso). O ideal mesmo é a abstinência e não a moderação que é um lema enganoso, mas estou certo de que um público comprometido com a leitura é critico, inquieto, pouco manipulável e não crê em alguns lemas que se fazem passar por ideais. "O importante é termos a capacidade de sacrificar aquilo que somos para ser aquilo que podemos ser" (Charles Dubois). |
Pr. José Alves da Silva Bittencourt |