Igreja Batista Memorial de BH
uma igreja biblicamente cristã
 
cultos dominicais 10h e 19h30min - escola bíblica dominical 9h - oração e estudo bíblico, quartas 19h30min
bittencourt
O casal Bittencourt e a Igreja Memorial  

Durante seu ministério o Pr. Bittencourt, como é conhecido por todos, e sua esposa, D. Maria, se empenharam em dar à Igreja Batista Memorial o melhor de sua experiência de vida cristã. Ao compartilhar conosco seu envolvimento e respeito para com as questões espirituais, bem como o senso de dever nas práticas democráticas dos batistas, este casal nos inspirou e motivou na consolidação de um projeto de vida para esta igreja.

Desde que se tornou pastor interino da Igreja Memorial, em 1991, o Pr. Bittencourt buscou motivar a comunidade na busca por aquele que entendíamos ser o seu perfil original, ou seja, a verdadeira vocação deste grupo organizado em torno do nome Memorial.  Nestes tempos certamente conturbados e de muitas perdas no campo da dignidade dos crentes, o bom humor otimista e a autoridade no estudo da Bíblia do Pr. Bittencourt, assim como carinho e firmeza de D. Maria, cativaram o amor e respeito dos membros da igreja de todas as idades.

Pr. José Bittencourt assumiu o pastorado titular da igreja em 1994, e, com o constante apoio de D. Maria Bittencourt, este casal tem sido instrumento de Deus em prol da responsabilidade e inteligência no trato com as questões da fé. Eles são modelo para nossa comunidade, tanto na liberalidade quanto serenidade no trato nas questões mais sensíveis do ministério da Palavra.

Seu ministério, que terminou em 28 de março de 2010, foi abençoado e deu a nossa igreja bases sólidas, bem como estabeleceu um alto padrão no estudo da palavra de Deus.

William R. Quintal

batismo

Pr. José Bittencout batizando D. Hilda Neris
 
Pastor José Alves da Silva Bittencourt - biografia

Nasceu no dia 20 de abril de 1924, em Santo Antônio do Manhuaçu (registrado em Ipanema), Minas Gerais. A família era católica e ele freqüentava o grupo de catecismo, quando conheceram o evangelho através de alguns irmãos presbiterianos que freqüentavam a igreja batista. Depois de algum tempo freqüentando a Escola Bíblica Dominical, retornou ao Catecismo e filiou-se à banda de músicos dos Vicentinos. Gostava de futebol e começou a freqüentar bailes junto com os colegas. No estudo dos mandamentos percebeu que no catecismo católico faltava um mandamento em relação à Bíblia. Perguntou ao padre e ao padrinho. Não houve resposta satisfatória. O problema das imagens na Igreja Católica o inquietava. Voltou a conferir a sua Bíblia e convenceu-se de que deveria retornar aos estudos na Escola Bíblica Dominical, na Igreja Batista de Ipanema. Leu o Novo Testamento e se impressionou com o Apocalipse de João. Aceitou finalmente a Cristo, e foi batizado no rio Ipanema, no dia 25 de fevereiro de 1940, pelo pastor Josino Pires Gonçalves.

Demonstrando grande capacidade na igreja, foi logo estudar no Colégio Americano, em Vitória e depois no Colégio Batista Mineiro em Belo Horizonte. Chamado ao exército, foi para o Rio de Janeiro e passou a estudar no Colégio Batista do Rio. Sua Vocação era clara e logo que terminou os estudos no colégio, entrou para o Seminário Teológico do Sul do Brasil no Rio de Janeiro.

Foi ordenado em fevereiro de 1950, e veio a pastorear a I Igreja Batista de Divinópolis, MG. Nesse pastoreado aperfeiçoou seus conhecimentos na experiência ministerial e principalmente no convívio com o veterano pastor Cockell. Aprendeu com ele a língua inglesa de forma prática, o suficiente para comunicar-se e tornar-se  professor da matéria com registro no concurso do CADS.* Já estudara muito latim e passou a interessar-se também pela língua grega. Passou a ler o Novo Testamento no original. Preparou-se na exegese de textos fundamentais ao entendimento da doutrina do Divino Espírito Santo. Leu todo o seu Novo Testamento Grego várias vezes. Em setembro de 1960 tornou-se Secretário Executivo auxiliar da Junta Executiva da Convenção Batista Mineira, Demonstrou grande maturidade, trabalhando ao lado de Stover, Lunsford, Ruy Franco e Jack Young, sem qualquer dificuldade. Homem metódico, muito esforçado, disciplinado, de raciocínio rápido e organizado, fez muito pelo planejamento e organização do campo.

Trabalhava de forma discreta, sem nunca insinuar a pretensão de se tornar titular. Em 1967, Jack Young saiu de férias e quando voltou não quis assumir a Secretaria Executiva, Bittencourt se tornou assim o titular. De 1960 a 1970 preparou o plano de ação para a década seguinte. Esse plano, o PLANIME, Plano Integrado de Missões e Evangelização, tornou-se um dos mais importantes fatores de crescimento das igrejas em todo o Estado. O número de igrejas passou a quase dobrar a cada década e o projeto de suficiência financeira foi sendo alcançado até chegar a zero a dependência de verbas externas no orçamento.

Dentro desse plano foram se fortalecendo igrejas, instituições e surgindo outras, como o Seminário Teológico Batista Mineiro. Sua necessidade era sentida havia muito. mas o PLANIME realçou a urgência de se criar essa instituição, para atender as igrejas, com obreiros formados dentro de um ambiente adequado à harmonia e fidelidade doutrinárias.

Bittencourt tem sido líder hábil na solução de problemas no campo, amigo leal dos pastores e igrejas, competente na especialidade a que se dedicou como administrador e professor do Seminário, contando sempre com o auxílio de sua dedicada esposa, D. Maria Dutra Gonçalves Bittencourt.

Foi o Grande batalhador em defesa da Convenção Batista Mineira, nos momentos difíceis da luta contra a cisão carismática. Sacrificou-se pela causa e reconstituiu, com risco e desgaste próprio, a confiança e unidade da Convenção. Foi o mais combativo dos defensores da doutrina contra as tendências carismáticas. Foi o introdutor do sistema, do plano, a divisão do trabalho, a visão empresarial, na administração dos negócios da Convenção.

* Curso de habilitação didática do MEC para professores não formados em Universidade.

Alves de Assis, Ader. Pioneirismo e Neopioneirismo - Cem anos de ação missionária batista em minas, p. 206. Convenção Batista Mineira. Belo Horizonte: 1989, Primeira Edição.

 
Pastor José Alves da Silva Bittencourt
"Homem fiel e temente a Deus"
Noeme Caetano Silva
O Batista Mineiro - dezembro / 2008 p.19

Deus tem um plano para cada criatura. Ele chama o homem para a sua obra e o prepara dia após dia, vai lapidando sua vida para que possa ocupar um lugar na propagação do Seu Reino.

Deus tinha um plano para a vida do jovem José Alves da Silva Bittencourt. Ele nasceu na pequena Santo António de Manhuaçu, no dia 20 de abril de 1924, e foi registrado na cidade de Ipanema. A família era católica e ele frequentava o catecismo quando conheceram o evangelho através de alguns irmãos presbiterianos que frequentavam a Igreja Batista. Depois de algum tempo frequentando a Escola Bíblica Dominical retornou ao catecis­mo e filiou-se à banda de música dos Vicentinos. Gostava de futebol e de frequentar bailes com os colegas. No estudo dos mandamentos percebeu que no catecismo católico faltava um mandamento em relação à Bíblia. Perguntou ao padre e ao padrinho, mas não houve resposta satisfatória. O problema das imagens na Igreja Católica o inquietava. Voltou a conferir a sua Bíblia e convenceu-se de que devia retornar aos estudos na Escola Dominical, na Igreja Batista de Ipanema. Leu o Novo Testamento e se impressionou com o Apocalipse. Aceitou finalmente a Cristo e foi balizado no Rio Ipanema, no dia 25 de fevereiro de 1940, pelo Pastor Josino Pires Gonçalves.

Deus o chamou. E o seu preparo começou na pequena Ipanema aos pés de seus pais, António Oliveira e Levinda Maria Bittencourt, com os quais aprendera a ter amor ao trabalho ora como padeiro, ora como marceneiro, etc. Uma infância normal, apesar da necessidade de trabalhar muito cedo.
Demonstrando grande capacidade na igreja, foi logo estudar no Colégio Americano de Vitória e depois no Colégio Batista em Belo Horizonte. Chamado ao Exército, foi para o Rio de Janeiro e passou a estudar no Colégio Batista da mesma cidade.
Sentindo que Deus tinha um plano para sua vida e tendo um chamado especial, matriculou-se no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, onde cursou Teologia. Durante o tempo de seus estudos, trabalhou para seu sustento. Um destes trabalhos foi no Departamento de Rádio e Gravações da Convenção Batista Brasileira, no setor de Jornalismo.

Terminado o curso no Seminário, sua consagração - em fevereiro de 1950 - e seu casamento com Maria Dutra Gonçalves, começou sua jornada através do mi­nistério da Palavra. Seu primeiro pastorado foi em nosso Estado, na Igreja Batista de Divinópolis. Foi um ótimo pastorado, cheio de lutas e vitórias: Deus continuava lapi­dando sua vida. Nesse pastorado, aper­feiçoou seus conhecimentos na experiência ministerial e principalmente no conví­vio com o veterano Pastor Cockell. Apren­deu com ele o inglês de forma prática, o suficiente para comunicar-se e para se tor­nar professor da matéria com registro do CADS. Já estudara muito latim e passou então a interessar-se pelo grego. Come­çou a ler o Novo Testamento no original. Preparou-se na exegese de textos fundamentais ao entendimento da doutrina do Espírito Santo. Pastor Bittencourt permaneceu nesta igreja por dez anos.

A convite da Convenção, no dia 1° de setembro de 1960, Pastor Bittencourt as­sumiu o cargo de secretário executivo au­xiliar da Junta Executiva da Convenção Batista Mineira. Em outubro deste mesmo ano, além do cargo de secretário executivo auxiliar, foi eleito diretor do departamento de Educação Religiosa. Mais tarde houve uma mudança na estrutura da Junta e ele passou a funcionar como diretor do departamento de Evangelismo. Suas atribuições como secretário executivo auxiliar seriam: visitar as igrejas, animando-as em seus trabalhos; ajudá-las a resolver problemas; estimulá-las a contribuir para Missões Estaduais; visitar associações; dar relatórios; oferecer sugestões sobre a melhor forma do andamento de todo o trabalho em nosso Estado.

Uma das características demonstradas por ele desde o início de seu trabalho foi a de administrador: no traçar dos planos como também na execução dos mesmos; no arregaçar as mangas e se lançar ao trabalho.

Demonstrou grande maturidade trabalhando ao lado dos pastores: Stover, Jaime Lunsford, Ruy Franco de Oliveira e Jack Young sem qualquer dificuldade. Homem metódico, muito esforçado, disciplinado, de raciocínio rápido e organizado, fez muito pelo planejamento e organização do campo mineiro. Trabalhava de forma discreta, sem nunca insinuar a pretensão de se tornar o titular.

Foi ainda como secretário executivo auxiliar que aconteceu a divisão da Con­venção, devido ao movimento "Renova­ção Espiritual". Ele sofreu nesta ocasião muitos ataques como "bode expiatório", mas foi sempre com o mesmo ardor e convicção nos ensinos de Cristo e na sã doutrina que batalhou e continuou batalhando para o crescimento do reino de Deus em Minas Gerais, não esmorecendo o ânimo, mesmo diante de ataques e críticas de alguns colegas. Sacrificou-se pela causa e reconstituiu, com risco e desgaste próprio, a confiança e unidade da Convenção. Foi o mais combativo dos defensores da doutrina contra as tendências carismáticas. Trabalhou para que todas as igrejas tivessem seu pastor, mesmo que interinamente.

Em julho de 1968, durante a Assem­bleia Convencional realizada em Montes Claros, foi eleito secretário executivo te­soureiro da Convenção Batista Mineira. Ele sempre esteve pronto para viajar a qualquer ponto do Estado, ás vezes só para representar a Junta, outras vezes para ajudar na solução de intrincados pro­blemas para animar igrejas, incentivar e orientar os missionários. As viagens eram difíceis e demoradas, pois no início eram feitas de trem, de ônibus e, para alguns lugares, a cavalo. Mais tarde, a Junta ad­quiriu uma rural e assim as viagens eram mais agradáveis. Serviu muitas vezes como pastor interino, não para aumentar o número de suas atividades nem para aumentar sua renda, pois destes pastorados nada recebia, ao contrário, le­vava estas igrejas a investirem na cons­trução de seus templos ou a auxiliarem seus evangelistas ou seminaristas.

Foi um grande batalhador e incentivador do Seminário Teológico. Como professor do Seminário, desde o início, lecionou por mais de 34 anos. Era sempre com carinho e dedicação que preparava e ministrava suas aulas, como mestre de disciplinas.

Em Missões Estaduais, pastor Bittencourt se esmerou. Todo seu planejamento era calcado em Missões, em Minas Gerais. Todos os seus projetos fo­ram uma grande realidade, não só no sen­tido promocional como também na realiza­ção de Missões propriamente dito. Mesmo contando com poucos recursos, e, às ve­zes, fazendo ginástica para aumentá-los, Missões não sofreu perdas, pois ele sem­pre deu prioridade ao trabalho missionário. Foi com seu trabalho dinâmico que a Junta Executiva expandiu e pôde contar com um quadro de missionários, contando com as igrejas de Minas e também as de outros estados.

Foi um grande incentivador do Plano Cooperativo. Ele não perdia tempo: falava e escrevia às igrejas sobre a necessidade da cooperação. Missões se faz com amor e o Plano Cooperativo é o meio que as igrejas tinham e têm de fazer missões. Não esmoreceu, nem mesmo quando era criticado por ser um dos maiores batalhadores do Plano Cooperativo.

No setor de publicação deu o máximo no tempo em que esteve à frente da Junta, para que os batistas mineiros fossem bem informados e preparados para o trabalho. Quando pastor Bittencourt assumiu o trabalho, havia somente o jornal O Batis­ta Mineiro. Com ele, iniciou o Anuário com Atas das Assembleias Convencionais; os endereços de igrejas e pastores, os aniversários das igrejas e o calendário de atividades; a revista Minas, Um Desafio -revista de Missões Estaduais; o Livro do Mensageiro; o Manual do Planime, em três edições; folhetos sobre vários assuntos e outras publicações de interesse das igrejas, dos líderes e para o crescimento do trabalho. Implantou o Diploma com Selo de Ouro para as igrejas que participavam assiduamente do Plano Cooperativo e Mis­sões Estaduais.

No escritório da Junta, estruturou e organizou todo o trabalho. Preparou arquivo de tudo e de todo material que encontrou, no sentido de facilitar o trabalho e também para pesquisas sobre o desenvolvimento alcançado através dos anos. É bom lembrar que pastor Bittencourt não mandou fazer: ele fez e é por isso que o escritório ficou bem organizado, com um farto arquivo, bem equipado. Montou e equi­pou a gráfica. Todas as publicações e materiais usados eram feitos na gráfica da Junta. No início, ele próprio trabalhou na máquina impressora, na gravadora, na encadernação e até no despacho do material feito às igrejas, para que a Junta pudesse equipar a gráfica de máquinas mais adequadas e também pela falta de pesso­al preparado para o serviço. Em pouco tempo, a Junta Executiva tinha uma boa gráfica com capacidade de apresentar um ótimo trabalho. Sobre O Batista Mineiro, conseguiu registrálo. Para isso também se preparou, fez o curso de jornalismo e assim pode fazer tudo conforme "manda o figurino" para o registro de um jornal - estava apto para ser o diretor responsável do O Batista Mineiro.

Um dos maiores e mais arrojados pla­nos do pastor Bittencourt foi o Planime D-70 - Plano Integrado de Missões e Evangelismo, do qual se originou o Proime da Convenção Batista Brasileira. Muitos acharam que era um plano arrojado demais para nosso Estado, mas acabaram reconhecendo a sua visão, pois as metas foram sendo alcançadas uma a uma. Após a avaliação feita do Planime D-70, foi iniciado com muito entusiasmo o Planime D-80 e os resultados foram excelentes. O número de igrejas passou a quase dobrar a cada década e o projeto de suficiência financeira foi sendo alcançado até chegar a zero a dependência de verbas externas no orçamento. Dentro desse plano foram se fortalecendo igrejas e instituições. Seu entusiasmo e alegria contagiaram a todos, resultando em vidas que sempre se apresentaram para o trabalho missionário. Pas­tores de vários estados estavam sempre se apresentando para assumir algum pastorado em nossa Minas Gerais. Os olhos de muitos estavam voltados para Minas, empolgados com o crescimento extraordinário dg trabalho e principalmente pela capacidade administrativa que sempre demonstrava.

Sempre demonstrou ser um adminis­trador por excelência e homem de visão.

Pastor Bittencourt foi um líder hábil na solução dos problemas no campo, amigo leal dos pastores e igrejas, competente na especialidade a que se dedicou como ad­ministrador e professor do Seminário. Foi um grande batalhador em defesa da Con­venção Batista Mineira nos momentos difíceis da luta contra a cisão carismática. Sacrificou-se pela causa e reconstruiu com risco e desgaste próprio a confiança e unidade da Convenção. Foi o mais combativo dos defensores da doutrina contra as tendências carismáticas. Foi o introdutor do sistema, do plano, a divisão do trabalho e a visão empresarial na administração dos negócios da Convenção.

Um trabalho digno de nota durante o seu mandato foi o programa que a Junta realizou na TV Alterosa, durante oito anos - "Batistas em Marcha". Ele preparava o roteiro para os dirigentes, diretor da TV, para o diretor do stúdio, para os câmeras e para todos que iriam tomar parte. "Batistas em Marcha" era um programa realizado ao vivo e, por esta razão, todos precisavam ficar atentos ao scripí. O programa cons­tava de mensagens, apresentação de co­rais, histórias para crianças. Um ponto alto foi o "Debate Bíblico" e "Perguntas Bíblicas". O prémio para os vencedo­res era uma Bíblia de luxo e, no final, sorteado entre os vencedores uma bol­sa de estudo no Colégio Batista Mineiro. Esta parte do programa foi muito concorrida, realmente deu ibope. O vencedor do Debate Bíblico e que tam­bém recebeu a bolsa de estudos foi um adolescente de 14 anos, que é hoje o Diretor Geral do Sistema Batista Mineiro - Professor Valceni Braga, e que também guarda com muito carinho a Bíblia que lhe foi oferecida com dedicatória assinada pelo pastor Muryllo Cassete. Era também passado filmes científicos e evangélicos. Entre eles, um que fez muito sucesso, "Esta é a Resposta". É bom lembrar que isso aconteceu na década de 70.

Não podemos deixar de mencio­nar dois programas evangélicos que a Junta teve durante o tempo em que o pastor Bittencourt era secretário executivo, nas emissoras de rádio Inconfidência e Guarani, tendo na direção pastor Muryllo Cassete e pastor Francisco Mancebo Reis. Estes programas deram muitos frutos. Eram programas variados, com boa música e mensagens que leva­vam aos ouvintes a mensagem pura do Evangelho.

Como membro de Juntas, foi presi­dente da Junta de Missões Mundiais, onde pôde dar sua valiosa colaboração. Uma grande colaboração de âmbito nacional foi o Manual de Convénio para Missões - triparte, entre Junta de Missões Nacionais, uma Junta Estadual e uma igreja. Foi a pedido do secretário executivo da Junta de Missões Nacionais que ele escreveu e preparou este manual para ser apreciado por aquela Junta. Atualmente é membro da Junta de Educação da Convenção Ba­tista Mineira, onde serve com muita dedi­cação, alegria e prazer. Tem sido compo­nente de várias comissões, inclusive da que trabalhou para escolha do novo Diretor Geral do Sistema Batista Mineiro.

O pastor Arlécio Franco, quando a Convenção comemorou os 25 anos do pastor Bittencourt à frente da Junta, declarou: "O campo mineiro tem sido privilegiado pela liderança capaz deste servo de Deus. Queremos usar as palavras de Neemias para dizer acerca do pastor Bittencourt: "... homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos".

Pastor Bittencourt dirigiu o trabalho da Convenção por 27 anos e 7 meses. Quando sentiu que era o momento de deixar a Secretaria levou a Junta a se preparar para isso, isto é, a orar e convidar um substitu­to. Ele mesmo coordenou tudo para deixar o trabalho em pleno funcionamento. Em fevereiro de 1988, por sua própria vonta­de, deixaria a Junta Executiva certo de que ali estava terminada e completa sua carreira.

Não podemos deixar de dar aqui uma palavra de apreciação à sua família, em especial a assistência constante de sua esposa. Dona Maria foi sua companheira em muitas de suas viagens pelo Estado, uma ouvinte assídua de seus planos e projetos e, porque não dizer, incentivadora. A ela a gratidão dos batistas mineiros.
Quando pastor Elmiro de Oliveira deixou o pastorado da Igreja Batista Memorial de Belo Horizonte, pastor Bittencourt foi convidado para ser o pastor interino e assim ajudar a igreja na escolha do novo pastor. Ficou por vários anos como pastor interino. A igreja chegou a convidar alguns pastores, mas não teve resposta satisfatória, então, decidiu convidar o pró­prio pastor Bittencourt para assumir o pastorado integral, em janeiro de 1991.

Muita coisa aconteceu desde que as­sumiu o pastorado definitivo. O lote que a igreja possuía foi vendido. Outro lote foi comprado em localização mais adequada para a construção do templo. Hoje a Igreja tem um templo equipado, organizado, acon­chegante e alegre, onde todas as organiza­ções funcionam. Possui um apartamento pastoral e um lote que faz divisa com o templo e que está sendo preparado para o uso dos jovens e crianças.

Nestes 17 anos de pastorado, a Igreja Batista Memorial apresenta ao pastor Bittencourt sua gratidão a Deus por usá-lo tão maravilhosamente neste ministério es­pecial, bem como a gratidão por sua dedi­cação, amor e entusiasmo na obra que lhe foi confiada. Que Deus continue abenço­ando sua vida e ministério!

É um estudioso nato e um ótimo escri­tor. Já poderia ter editado vários livros, mas seu jeito humilde não o permitiu. So­mente depois de muito incentivo preparou e publicou o livro "O Espirito Santo - Doutrina e Prática". Este livro tem ajudado mui­tos pastores, igrejas e outros que desejam aprofundar mais seus conhecimentos nas doutrinas bíblicas. Ele está sempre pronto a escrever artigos, fazer palestras e edito­riais, não para o seu deleite próprio, mas para ajudar a levar a mensagem do evan­gelho de Jesus Cristo ao conhecimento de todos.

Este ano ele está completando 58 anos de ministério pastoral e 84 anos de vida e sente que Deus está lhe dando saúde e força para continuar dedicando seu tem­po, inteligência e sabedoria em prol da cau­sa do Mestre.

Administrador por excelência e homem de visão, projetista de alvos, conselheiro e amigo é o que tem sido através dos anos de trabalho ininterruptos, o pastor José Alves da Silva Bittencourt.

Deus tem um plano para cada criatu­ra. Está evidenciado na vida do pastor Bittencourt. Ele foi chamado um dia, se preparou, sua vida foi sendo lapidada dia após dia, através das lutas, dificuldades, vitórias. Hoje podemos ver claramente que Deus tinha um plano em sua vida - e isto está muito claro aos nossos olhos - PASTOR JOSÉ ALVES DA SILVA BITTENCOURT, um servo chamado por Deus - uma bênção para Minas Gerais.

Teríamos muito mais para contar so­bre a vida deste valoroso homem de Deus, mas queremos parar por aqui plagiando as palavras do pastor Arlécio: "... Este é um Homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos" (Neemias 7: 2b.).

Igreja Batista Memorial - Rua Itapagipe 13, Concórdia / BH-MG: 31110-590. 31 3442-3270 / 31 3442-6170.